Projetos

IRIS

Sinalize, encaminhe, procure-nos!

A iscmst desenvolveu o Projeto Iris no âmbito da medida 7.7 do POPH. Este projeto constituiu uma resposta integrada que assegurou um suporte efetivo e especializado a vítimas de violência doméstica no concelho de Santo Tirso e áreas limítrofes.

Atividades
Centro de Emergência: disponibilização de vagas de emergência para acolhimento das vítimas e seus/suas filhos(as).
Gabinete de Atendimento: apoio, atendimento e acompanhamento nas áreas social, psicológica e jurídica a vítimas de violência doméstica.
Grupo de Ajuda Mútua: metodologia de intervenção em grupo com mulheres vítimas de VD que se encontram em situação de violência ou que dela tenham saído recentemente.
Apoio Técnico e Promoção de Boas Práticas: consultoria e formação reservada às Técnicas do Projeto.

Contactos
Gabinete de Atendimento à Vítima
Rua Clichy, 12
4780 – 735 Santo Tirso
Tel.: 252 809 410 Fax: 252 808 269
N.º de Emergência: 934 000 006
projetoiris@misericordia-santotirso.org

Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica (SIIVD)—800 202 148
Linha Nacional Emergência Social (LNES)—144

IGUALDADE

O PROJECTO

Tendo em conta a inexistência de dados relativos à violência doméstica sobre as mulheres ao nível concelhio, a Misericórdia de Santo Tirso propôs-se como pioneira em avaliar a realidade desta problemática no Concelho de Santo Tirso.

Pretendeu-se com este Projecto conhecer com maior profundidade a realidade da violência doméstica no Concelho de Santo Tirso, que passa invariavelmente por uma aposta continuada em intervir nesta problemática.

Ambicioso a este nível, e em trabalho com as entidades parceiras, este Projecto procurou compilar e integrar dados que até então se encontravam dispersos para que, desta forma, fosse possível aceder aos espaços ocultos da violência doméstica, situar e contextualizar a problemática na sua vertente numérica, social, pessoal e humana. 

OBJECTIVOS

  • Avaliar a prevalência da violência doméstica no Concelho de Santo Tirso entre Janeiro de 2000 até Dezembro de 2004;
  • Avaliar o impacto das situações da violência doméstica na qualidade de vida das mulheres vítimas residentes no Concelho de Santo Tirso;
  • Alertar para a problemática da violência/vitimação de mulheres;
  • Divulgar, nas Instituições locais de Acção Social, as respostas sociais ao dispor das mulheres vítimas de violência doméstica;
  • Promover a troca de experiências entre técnicos, cujo trabalho incida sobre a vitimação das mulheres;
  • Promover a divulgação de práticas preventivas e remediativas na área da violência doméstica.

RESULTADOS ESPERADOS

  • Reduzir o número de situações ocultas de violência doméstica;
  • Alterar padrões de comportamento de géneros masculino e feminino;
  • Reduzir a probabilidade de reincidência de episódios de violência doméstica;
  • Aumentar a aproximação da igualdade de oportunidades de vida entre os sexos;
  • Melhorar a qualidade das respostas sociais e comunitárias face a esta problemática.

RISCO

O Projecto Risco, promovido pela Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, integrado no Plano Municipal de Prevenção Primária da Toxicodependência da Câmara Municipal de Santo Tirso, tendo como população-alvo jovens do 9.º ano de escolaridade, das escolas S. Rosendo, Tomaz Pelayo e D. Dinis, decorreu de Outubro de 2003 a Setembro de 2004.

Numa perspectiva de proactividade e tendo consciência que no complexo fenómeno do consumo de drogas interagem  factores de ordem diversa, desenvolvemos várias iniciativas no sentido de reduzir a susceptibilidade dos jovens aos factores de risco do consumo de drogas, através de acções que se inserem no âmbito da prevenção primária.

As acções preventivas incidiram em dois grandes eixos, concretamente: na formação dos jovens/encarregados de educação/professores (dotando este grupo de competências que fomentem atitudes de prevenção de consumo de drogas), e na implementação de actividades de expressão artística, ambiental e desportiva, potenciando o desenvolvimento pessoal dos jovens no contexto social, relacional e afectivo. Salientamos que as actividades desenvolvidas ocorreram num tempo útil de Janeiro a Julho de 2004, sujeitas a calendarização da escola como avaliações, férias escolares e provas globais. Contudo, todas as acções previstas em candidatura foram implementadas e executadas com uma operacionalidade eficaz.

De acordo com o diagnóstico realizado em candidatura, o projecto Risco veio responder a algumas das necessidades sinalizadas no concelho, nomeadamente: na intervenção dirigida a uma faixa etária (jovens) específica em meio escolar, visto a mesma ter sido considerada pela Autarquia, como uma das populações alvo que se apresenta mais aberta, disponível e permeável à aquisição de conhecimentos; desenvolver no espaço escola acções de prevenção primária da toxicodependência através de actividades diferenciadas direccionadas para os jovens, com vista à minimização e prevenção dos factores de risco.

Este projecto proporcionou experiências e vivências, tanto a nível individual como em grupo; favoreceu o conhecimento de  novos espaços físicos e equipamentos de carácter desportivo e cultural, permitindo assim despertar nos jovens novos interesses, contribuindo assim para a sua formação individual, afectiva e social, minimizando os factores de risco de consumo de drogas. 

DJIBE

O projecto Djibé direccionado a crianças/jovens e respectivas famílias da comunidade cigana de Santo Tirso, promovido pela Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso no âmbito do Quadro Prevenir II, decorreu ao longo de 2 anos (01/Out./02 _ 30/Set./04) no Centro Comunitário de Geão.

Com o objectivo chave de Prevenção Primária da Toxicodependência e no propósito de modificar alguns factores que favorecem o consumo de drogas, inibir os factores de risco e promover factores protectores, foram realizadas acções de informação/formação sobre drogas e toxicodependência; desenvolvidas várias iniciativas no âmbito da promoção da saúde dirigidas à população alvo e realizadas actividades de promoção e valorização da comunidade cigana. Em simultâneo e com carácter semanal/quinzenal funcionaram os ateliers de: teatro; pintura; dança_tango argentino; música_guitarra; informática; capoeira; natação; olaria e cestaria. 

O projecto Djibé foi um importante elemento mediador na relação criança/família/escola, incentivador da frequência escolar assídua e no interesse na aquisição de novos conhecimentos, na medida em que promoveu uma educação não formal através de todas as actividades desenvolvidas, que fomentaram a motivação da aprendizagem e a valorização de uma educação formal. Esta é uma conquista fundamental, devido à especificidade cultural da população alvo (crianças e jovens de etnia cigana), bem como alguns factores a ela associados, como a desvalorização da escolaridade obrigatória e o abandono precoce por parte das crianças que frequentam o 1º ciclo do ensino básico.

A implementação de iniciativas de âmbito sócio-recreativo, informativo/formativo, ateliers de expressão artística e desportiva, constituíram uma resposta à inexistência de alternativas específicas no quadro da prevenção primária da toxicodependência, dirigida à comunidade cigana. O projecto promoveu ainda acções práticas de carácter informativo e formativo sobre higiene pessoal dirigida à população alvo, com o objectivo de transmitir hábitos diários de higiene pessoal, permitindo colmatar algumas carências graves a este nível.

O projecto Djibé fortaleceu a confiança junto desta minoria étnica com a Instituição_ Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso/Centro Comunitário de Geão o que se comprovou com a inscrição de algumas crianças ciganas no ATL do Centro Comunitário, com frequência regular e assídua, permitindo assim a continuidade do projecto. Este é um resultado alcançado que se revela fundamental, na medida em que se trata da integração de crianças ciganas num equipamento que actualmente responde às necessidades de uma comunidade que se apresenta mais familiarizada e confiante com a dinâmica da Instituição.